
A ausência de voz não protege a marca. Na era da confiança como ativo de negócio, ela pode custar caro.
Eventos externos sempre testaram as marcas. Crises setoriais, mudanças de comportamento do consumidor, transformações culturais e tudo isso coloca as empresas diante de uma escolha recorrente: aparecer ou não.
Muitas optam pelo silêncio. E, em alguns contextos, essa pode ser uma decisão estratégica legítima. O problema começa quando o silêncio deixa de ser tática e passa a ser padrão. Isso porque, nesse momento, ele deixa de proteger a marca e começa a trabalhar contra ela.
O Edelman Trust Barometer já sinalizava esse risco há alguns anos: 81% dos consumidores afirmam que “confiar que a marca fará o que é certo” é determinante para a decisão de compra. E fazer o que é certo pressupõe agir.
Segundo a CX Trends 2025, 58% dos consumidores desistem de uma compra se sentirem que a empresa não é confiável.
E mais: ao escolher uma marca, os brasileiros colocam reputação e confiança entre os fatores mais importantes e decisivos, ao lado de custo-benefício e qualidade, segundo o Reclame AQUI e a Edelman.
Isso deixa claro a importância de construir vínculos com o público-alvo, já que essa é a única saída para construir confiança.
Posicionar-se não significa aparecer em tudo. Significa construir uma narrativa clara, consistente e alinhada aos valores da marca, de forma que o público saiba o que ela representa, no que acredita e como age.
O estudo Tendências de Consumidores 2025–2026, da GS1 Brasil, reforça esse ponto: mais de 70% dos consumidores entendem que informações claras e confiáveis aumentam a confiança nas marcas.
O princípio é simples: quem omite sempre, perde espaço para quem fala de forma inteligente, nos momentos certos.
Um relatório da Ipsos de 2025 aponta que 47% dos consumidores depositam confiança nas informações fornecidas diretamente pelas marcas, número que cresceu de forma consistente nos últimos anos. A comunicação direta e autêntica tem valor.
E esse valor é mensurável.

(Compilado das pesquisas demonstradas no texto. Ilustração criada por IA)
O Brand Love Index Global Study identificou os padrões que geram preferência genuína pelas marcas.
A conclusão é que as marcas mais amadas transmitem confiança e se posicionam com consistência ao longo do tempo.
Isso não significa falar sem critério ou comunicar sem planejamento. Significa exatamente o oposto: construir presença com estratégia, inteligência e visão de longo prazo.
É aqui que a gestão de reputação entra como ferramenta central. Quando bem executada, ela permite que a marca:
Gerenciar reputação com conhecimento técnico é unir posicionamento e inteligência. É proteger a marca enquanto se constrói preferência.
Marcas que desenvolvem um vínculo confiável por meio de gestão de reputação estruturada saem dos momentos de crise mais fortes, mais reconhecidas e mais amadas.
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