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Falsos influenciadores: os bastidores do mercado de influência no Brasil 

Os números relacionados ao mercado de influência no Brasil são surpreendentes: os influenciadores já superam o número de profissionais formados como dentistas, arquitetos, engenheiros e empatam com o número de médicos. Além disso, as redes sociais receberam mais de R$ 1 bilhão em investimento publicitário em 2021, o que superou o investimento em rádio, jornal, revista e cinema somados. Porém, o superpoder dos influenciadores em engajar multidões é real? Nem sempre – é o que aponta o estudo conduzido pela Hype Auditor em parceria com a Apex Conteúdo Estratégico.  

 

O reporte exclusivo sobre Falsos Influenciadores no Brasil mostra que nos bastidores do mercado de influência há um submundo de fraudes. “Existem duas corridas: uma é do influencer por aumentar seu número de seguidores e engajamento e a outra é a das marcas – que investem naqueles que podem impulsionar suas vendas – na busca por resultados, abre-se oportunidades para fraudes” – é o que explica Thiago Almada, CCO da Apex.  

 

O estudo elaborou uma pesquisa em que foram examinadas 506.143 contas de Instagram (com mais de 1.000 seguidores) do Brasil, da base de dados interna da HypeAuditor. Para esse reporte foi utilizado um programa para visualização de dados, que agrupou as contas que continham sinais de atividades fraudulentas, levando em consideração contas suspeitas e autenticidade dos comentários. 

 

Entre as fraudes mais praticadas estão a compra de curtidas, comentários, sorteio de prêmios e as famosas panelinhas de comentários – micro comunidades que se reúnem com o objetivo de curtir e comentar nas publicações de certos influencers. Todo esse comércio é movido por agências que operam o painel de Marketing de Mídias Sociais (MMS) – um script que revende serviços de SEO. Os painéis de MMS são utilizados na contratação de serviços de mídia social como curtidas de Facebook, seguidores no Twitter, seguidores no Instagram, visualizações no YouTube, tráfego em sites, entre outros.  Eles oferecem uma enorme variedade de serviços a preços de atacado, sendo a principal fonte de origem de robôs, curtidas e comentários falsos em todas as plataformas. O estudo alerta para o fato de que muitos dos que se envolvem em fraudes são vítimas de serviçoes encontrados no Google, que prometem aumentar a popularidade dos perfis. 

 

Quem são esses influencers? 

 

Em média, 56,24% dos influencers são impactados por fraudes no Brasil, sendo a maioria representada por influenciadores da Geração Z. Esse percentual está bem acima da média dos Estados Unidos, que é de 33,89%. Entre os setores mais impactados estão moda e estilo de vida, enquanto os três setores menos impactados são: artistas, HQs & desenhos, carros & motos. 

 

Porém, o investimento em fraudes pode ter um custo alto para os influenciadores: “a contratação desses serviços para inflar contas vai contra os termos de uso de várias plataformas de mídia social e pode acarretar o bloqueio do perfil”, explica Thiago.  

 

Ciente das consequências, o educador físico e influenciador digital, Aurélio Alfieri, que conta com mais de um milhão de inscritos em seu canal do Youtube e teve seu livro em primeiro lugar de vendas na Amazon, se mantém distante das fraudes. “Não existe refeição de graça. Meus números de seguidores e engajamento são resultados de uma década de um trabalho contínuo nas redes sociais”.  

 

Pensamento compartilhado pela Dj May Seven, DJ amazonense que atua há 13 anos no cenário da música eletrônica e que possui mais de 85 mil seguidores em seu Instagram. “Ao longo da minha carreira já recebi vários convites de agências para comprar seguidores, comentários e curtidas. Porém, eu sei sobre essas estratégias de marketing para aumentar o número de seguidores e que a maioria pode ser uma fraude. O meu crescimento no Instagram tem sido constante. Sou uma figura pública e isso atrai os meus seguidores que comentam, engajam, compartilham e acompanham a minha vida”.  

 

Como identificar os falsos influenciadores 

 

Para não investir em falsos influenciadores as marcas devem se aprofundar no estudo do perfil do escolhido. “Existem ferramentas para a gestão do ciclo completo de rotinas de marketing de influência. Da pesquisa do mercado e da concorrência, passando pela descoberta e avaliação de influenciadores, até o acompanhamento de campanhas e a produção de relatórios. Todos esses serviços baseiam-se em algoritmos de aprendizagem automatizada”, explica Alex Frolov, CEO e cofundador da HypeAuditor. 

 

A pesquisa completa “Influenciadores Falsos no Brasil” está disponível gratuitamente pelo site da HypeAuditor: https://hypeauditor.com/pt/whitepapers/influenciadores-falsos-brasil/   

 

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