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O cigarro é um dos grandes inimigos da saúde pública em todo o mundo. No Brasil, essa ameaça ganha contornos preocupantes, com um custo barato para o bolso dos consumidores, mas extremamente alto para o sistema de saúde. Recentemente, um estudo realizado pelo Dr. André Szklo, pesquisador do Instituto Nacional do Câncer (INCA), trouxe à tona a questão do preço do cigarro no país e seus impactos na saúde, o que resultou em uma matéria produzida pelo Jornal Nacional (JN).

O INCA estima que o Sistema Único de Saúde (SUS) gasta anualmente a impressionante quantia de R$120 bilhões para tratar doenças causadas ou agravadas pelo consumo de cigarros. Para combater essa epidemia, especialistas defendem a necessidade de aumentar os impostos sobre produtos derivados do tabaco, uma estratégia eficaz para desestimular o consumo.

Na luta contra o vício, muitos brasileiros têm se esforçado para abandonar o hábito prejudicial. O publicitário James Dempsey Fantasia, por exemplo, procurou ajuda após a recomendação de um cardiologista. O empresário Adriano Marino de Andrade também compartilhou sua jornada para largar o cigarro, destacando a dificuldade causada pela dependência química. A história deles reflete o esforço individual necessário, mas também ressalta a importância das políticas públicas e da mobilização da sociedade.

Um dos fatores preocupantes revelados pelo estudo do Dr. André Szklo é o preço baixo do cigarro fabricado legalmente no Brasil. Enquanto o país ratificou uma convenção internacional para o controle do tabaco em 2005, que incluía metas de aumento de preços mínimos e impostos sobre produtos de tabaco, desde 2017 essa tendência se inverteu. Nos últimos 12 meses, o preço do cigarro subiu apenas 0,53%, muito abaixo da inflação medida pelo IPCA 15, que foi de 4,24%. Esse cenário resulta em cigarros legais quase tão acessíveis quanto os produtos contrabandeados.

A luta contra o comércio ilegal de produtos de tabaco também é um compromisso assumido pelo Brasil, que aprovou um protocolo para eliminar essa prática em 2018. Para abordar eficazmente esse problema e promover a saúde pública, o país precisa aumentar o preço do cigarro legal e, ao mesmo tempo, implementar medidas para eliminar o comércio ilícito.

O Dr. André Szklo, pesquisador do INCA, destaca a importância de ações conjuntas nesse combate. Ele ressalta que o Brasil já foi referência na luta contra o tabagismo, com políticas que começaram em 1986, incluindo a proibição do fumo em lugares fechados, campanhas de conscientização e alertas. O Ministério da Fazenda também se posicionou sobre o assunto, anunciando que um imposto sobre itens nocivos à saúde, como o cigarro, deve ser implantado a partir de 2027. Essa é uma medida que visa desencorajar o consumo e aliviar os custos do sistema de saúde.

O preço barato do cigarro no Brasil é um desafio significativo para a saúde pública, resultando em custos elevados para o sistema de saúde e ameaçando a vida de muitos brasileiros. Portanto, a matéria produzida pelo Jornal Nacional trouxe à tona essa questão crucial, destacando a importância de ações conjuntas para combater o vício e promover políticas que desestimulem o consumo de cigarros.

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